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PISS - PROJETO DE INCLUSÃO SOCIAL NA SAÚDE

Autor(a): Patrícia Amélia Alves Rodrigues de Mendonça

Coautor(a): Allacy Weydja Vicente de Albuquerque, Marcelly da Silva Cabral Uchôa Cavalcanti, Reginaldo Pereira Barbosa, Regina Célia Cavalcante Câmara, Roseane da Silva Lemos

Ano: 2018

Apresentação/Introdução

O projeto denominado “Programa de Inclusão Social na Saúde – PISS” foi uma iniciativa do município através da seleção de alunos do ensino médio entre 16 e 21 anos de idade da rede educacional municipal para participarem de um projeto que tinha como objetivo informar sobre as ações e serviços de saúde existentes do SUS e ao mesmo tempo permitir a inclusão social desses alunos.

Objetivos

O objetivo deste trabalho consiste em apresentar o relato de experiência vivenciado pelos alunos da rede pública de ensino junto à rede municipal de saúde.

Metodologia

O processo seletivo consistiu na seleção de 100 alunos do 3º ano do ensino médio (16 e 21 anos) para serem estagiários bolsistas da SMS por 6 meses. Foram realizadas duas provas como critérios de ingresso ao estágio. Os alunos aprovados participaram de atividades educativas a fim de contextualizá-los sobre o SUS para que pudessem ser capazes de entender os processos de trabalho realizados pela SMS. Posteriormente foi realizada a escolha do território, tendo como ferramenta de registro dos dados um software SISMAP, criado pela própria SMS e que possui menus que permitem cadastrar características das residências e dos moradores e gerar relatórios com o diagnóstico de saúde e do território.

Resultados

Foi elaborado diagnóstico situacional de saúde do território que apontou 1944 residências (6405 moradores). Os homens representaram 50,48% e as mulheres 49,52%. Verificou-se que a faixa entre 30 e < 60 anos foi a de maior proporção. A HAS foi o problema de saúde mais presente. Dentre as doenças negligenciadas, a hanseníase foi a mais relatada. A partir dos dados, a gestão traçou um programa de intervenção “Saúde pra Gente”. Foram ofertados atendimentos médicos, odontológicos e nutricionais. Além disso, 2.223 testagem de HIV, Sífilis e Hepatite B, 315 exames de escarro, 1.756 doses de vacinas, 70 palestras e 806 ações de controle das arboviroses. Os alunos também foram sensibilizados.

Conclusões

Os resultados da inclusão dos alunos extrapolaram as expectativas esperadas, pois além dos objetivos traçados permitiu o empoderamento dos alunos acerca do seu papel enquanto agente promotor da saúde e a importância do SUS como política inclusiva. Vários alunos decidiram seguir a carreira como profissionais de saúde, demonstrando que a estratégia é inovadora e transformadora.

Palavras-chave