Logo do ConasemsLogo do SUS
Marituba - PA

A EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE COMO INSTRUMENTO DE REESTRUTURAÇÃO DO PROCESSO DE TRABALHO DO NÚCLEO AMPLIADO DE SAÚDE DA FAMÍLIA NO MUNICÍPIO DE MARITUBA-PA NO ANO DE 2017.

Autor(a): FATIANE SANTOS DA SILVA

Coautor(a): HELEN LUCY MENDES GUIMARÃES BEGOT, GLÓRIA LETÍCIA OLIVEIRA GONÇALVES LIMA, NAJARA PAIVA DOS SANTOS, CRISTINA SOUZA MAIA

Ano: 2018

Apresentação/Introdução

Após diversas reuniões de trabalho entre coordenação de NASF e equipe, identificou-se que o seu mecanismo de atuação era muito conceitual e aproximava-se do mecanismo tradicional, assistencialista, conhecido pelos profissionais das ESF, dificultando seu desempenho e limitando sua capacidade resolutiva. Decidimos utilizar a educação permanente como subsídios para reestruturação que almejávamos

Objetivos

Reestruturar o processo de trabalho do NASF tornando-o mais efetivo e resolutivo junto ESF Aumentar compreensão sobre apoio matricial entre equipe NASF e ESF Tornar reflexão sobre o processo de trabalho e assistir instrumentos de mudança de prática

Metodologia

Foi realizada oficina no período de 09 a 13/01/17 pautada nas publicações do Ministério da Saúde para o NASF e situações problemas reais. E foi discutidos conceitos chaves como apoio matricial/matriciamento e apoio pedagógico, bem como seus instrumentos, dentre eles estudo de caso, projeto terapêutico singular, interconsulta e outros. Também utilizamos o manual de AMAQ/13 para identificação dos principais problemas, posteriormente foram formuladas matrizes de intervenção para os problemas que se tinha maior capacidade de gestão/resolução, ficando definido os prazos para resolução dos mesmos. Todas as notas e matrizes de intervenção foram lançadas no portal da AMAQ on line.

Resultados

Identificados intervenções necessárias, intensificamos agenda de reuniões de planejamento, que visavam organização de processos e educação permanente, pautada na problematização das práticas, como momentos para discutir processos junto ESF, melhorando a integração entre os profissionais, equipes e coordenação NASF, facilitando a comunicação entre os envolvidos e nas resoluções de problemas. Após um ano construiu-se um relatório, apresentado em reunião, com números de ações, alcance de indicadores por ESF, identificando quais avançaram e conseguiram um impacto positivo com a reestruturação do processo de trabalho e foram discutidas as dificuldades do não alcance por parte de algumas equipes.

Conclusões

Reestruturação do trabalho do NASF não é algo acabado, não tem a perspectiva de que ele vá acabar, visto que se acredita que ele é dinâmico e recebe influência de fatores diversos, alheios ou não a governança, com impactos positivos e negativos sobre as práticas. Destaca-se o empenho profissional, apoio da gestão, credibilidade no SUS pelos profissionais. Por esse motivo entende-se que há uma necessidade constante de rever e propor novas práticas

Palavras-chave