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18/06/2025

XXXVIII Congresso: Mais Saúde com Agente

18/06/2025 03h00

Por Conasems

No último dia do Congresso (18/06), durante a mesa dedicada ao programa Mais Saúde com Agente, foram apresentados os avanços e impactos da formação dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE), destacando a importância estratégica desses profissionais para o fortalecimento da Atenção Primária e da Vigilância em Saúde. O curso foi concebido como uma política pública de valorização e qualificação, construído de forma interinstitucional pelo Ministério da Saúde, Conasems, Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), EPS IV e a rede de escolas do SUS, com uma matriz curricular alinhada à realidade da APS e às atribuições dos agentes.

Um dos principais eixos discutidos foi a intersetorialidade, com foco na integração dos agentes com outros serviços como escolas e equipes multiprofissionais, promovendo uma atuação mais coordenada e resolutiva. A formação também reforçou a importância da profissão dentro das unidades de saúde e trouxe dados relevantes sobre o perfil dos profissionais participantes: maioria mulheres, pardas, com significativa atuação em populações rurais, ribeirinhas e indígenas, especialmente na região Nordeste.

A qualificação dos registros em saúde, aliada à introdução de novos processos de trabalho como o planejamento territorial e a estratificação de risco populacional, já demonstra impactos positivos nos indicadores de saúde. Os agentes passaram a realizar atendimentos mais sensíveis, atentos a situações menos visíveis, como casos de violência doméstica. No caso dos ACE, também foi possível ampliar a atuação para além das questões ambientais e epidemiológicas, com olhar ampliado para o território.

O curso, realizado em serviço, foi visto pelos próprios agentes como um marco de valorização profissional e de reconhecimento da categoria como trabalhadores essenciais do SUS. Essa integração ensino-serviço permitiu fortalecer as políticas públicas de saúde e educação, promovendo inclusive a especialização de tutores e preceptores.

Com o retorno das escolas técnicas de saúde, houve também uma qualificação importante da força de trabalho. O curso tem gerado dados epidemiológicos relevantes, subsidiando o Ministério da Saúde e o Conasems na formulação de políticas baseadas na realidade dos territórios. O monitoramento contínuo dos profissionais que já realizaram o curso, além da oferta de lives periódicas com atualizações, reforça o compromisso com a formação permanente.

Como encaminhamento, foi sugerida a expansão do programa com a criação de módulos específicos para agentes que atuam em populações prisionais e indígenas, fortalecendo ainda mais a capilaridade e a equidade no cuidado.

Notícia produzida com apoio da relatoria do evento.

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