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09/09/2025

Projeto Saúde Redes fortalece a regionalização e a gestão do SUS em municípios

09/09/2025 14h00

Por Estéfany Bonifácio, com supervisão de Claudia Bittencourt

Já está no ar o terceiro episódio da websérie do Saúde Redes. O programa aborda a fase “priorizar”, etapa intermediária na metodologia do Projeto, que demonstra como a definição de prioridades contribui para a pactuação de estratégias, fortalecendo a governança regional.

O projeto Saúde Redes, desenvolvido pelo Ministério da Saúde, em parceria com o Conasems e os hospitais Alemão Oswaldo Cruz (HAOC) e Sírio-Libanês, promove o fortalecimento da regionalização no Sistema Único de Saúde (SUS). O projeto contará também com a participação do Hospital A.C Camargo.

A iniciativa busca qualificar a gestão do cuidado em municípios brasileiros, por meio do fortalecimento da governança regional e promoção de maior eficiência na oferta de serviços de saúde nos territórios.

O projeto apresenta a etapa que inclui o diagnóstico situacional nas regiões de saúde, com foco na definição conjunta de problemas sanitários e definições de estratégias prioritárias para o seu enfrentamento. O processo inclui reflexão sobre a capacidade de resposta da Rede de Atenção à Saúde (RAS) e a corresponsabilização entre os gestores locais, resultando na construção de planos de ação integrados, com base nas necessidades identificadas em cada território.

Em Campo Belo (MG), a gestora de saúde Heide Cândido destacou a importância dos encontros entre profissionais, prefeitos e coordenadores municipais de saúde, que permitiram reorganizar o fluxo de atendimentos e estruturar os serviços de acordo com o perfil da população. “A partir da caracterização do diagnóstico na região, identificamos a necessidade de priorizar o cuidado com doenças crônicas não transmissíveis, como hipertensão e diabetes, além da atenção à saúde do trabalhador, devido ao aumento de casos de distúrbios osteomusculares relacionados ao esforço repetitivo”, afirmou Heide.

Esses distúrbios incluem as chamadas LER (Lesão por Esforço Repetitivo) e DORT (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho), que abrangem um grupo de doenças musculoesqueléticas causadas ou agravadas por atividades laborais, especialmente movimentos repetitivos, posturas incorretas e sobrecarga física. Os sintomas e sinais mais comuns são dor crônica, fadiga e inflamação em tendões, músculos, nervos e articulações, principalmente nos membros superiores.

No estado do Acre, a iniciativa foi implementada na região do norte do Alto Acre, que abrange quatro municípios. Segundo relato do apoiador do Cosems-AC, Francisco Cândido Andrade, o impacto da ação foi evidente.

“Durante dois dias, reunimos todos os profissionais, desde agentes comunitários de saúde até médicos, enfermeiros e fisioterapeutas  juntamente com os gestores e prefeitos. Nesse encontro, percebemos a importância de parar de atuar de forma individualizada. A saúde precisa funcionar em rede, de forma intermunicipal e macrorregional, especialmente nas unidades básicas de saúde”, destacou.

Para mostrar o impacto dessas mudanças na prática, o projeto foi documentado na websérie saúde redes, que retrata a implementação do Saúde Redes, que foi executado também no Mato Grosso e Paraíbae foi ampliado para 28 regiões de saúde, que o concluirão até o final de 2026. Para saber mais sobre o Saúde Redes, clique aqui.

Confira o episódio completo: