13/02/2026
13/02/2026 11h55
Por Maria Luíza Diniz - Conasems

Por meio de participação no Grupo de Trabalho (GT) da Insulina, o Conasems atua na viabilização da nova estratégia de insulinoterapia no SUS. Em parceria com o Ministério da Saúde, a entidade acompanha o início da transição da insulina humana (NPH) para a análoga de ação prolongada (glargina). O projeto-piloto já está em curso no Amapá, Paraná, Paraíba e Distrito Federal.
De acordo com o assessor técnico Elton Chaves, a complexidade da insulinoterapia nos municípios, que envolve diversas moléculas e dispositivos, demanda um esforço coordenado das equipes locais. Para ele, a transição para as insulinas análogas "agrega valor e benefícios adicionais no cuidado às pessoas com diabetes", fortalecendo a Atenção Básica e a Assistência Farmacêutica municipal.

A mudança para a insulina glargina prioriza, nesta fase inicial, crianças e adolescentes de até 17 anos e idosos com 80 anos ou mais. O novo medicamento exige apenas uma aplicação diária, facilitando a adesão ao tratamento e proporcionando maior estabilidade nos níveis de glicose dos pacientes atendidos pela rede pública.
Além do ganho clínico, a estratégia é uma resposta à escassez global de insulinas. A ampliação da oferta é sustentada por Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs), que visam garantir a soberania nacional na produção desses insumos e a continuidade do abastecimento em todos os territórios brasileiros.
O Conasems também monitora as rodadas de capacitação voltadas aos profissionais da Atenção Primária nos estados do piloto. Os treinamentos focam no uso correto das canetas aplicadoras e em boas práticas clínicas. Os resultados deste monitoramento servirão de base para a expansão nacional da tecnologia, prevista para ocorrer ao longo de 2026.