18/06/2026
18/06/2026 18h00
Por Conasems
O vírus sincicial respiratório (VSR) é desconhecido para muitas famílias, mas está por trás da maioria das internações por bronquiolite em crianças menores de dois anos no Brasil. Para enfrentar esse problema, foi lançada a campanha "Proteção desde o início - Todos Contra o VSR", realizada pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM) com apoio institucional do Conasems, da OPAS, do Unicef, da SBP, da SBI, da Febrasgo e da Rede Nacional de Prematuridade.
O papel dos profissionais e gestores de saúde
A campanha chama atenção para um ponto central: a informação correta, dada no momento certo, salva vidas. Com o avanço das estratégias de prevenção, cresce também a responsabilidade dos profissionais de saúde em orientar gestantes e famílias durante o pré-natal e o pós-parto sobre as possibilidades de imunização disponíveis.
Para os gestores municipais, o momento é de garantir que as UBS estejam preparadas para ofertar as vacinas e o anticorpo monoclonal, e que as equipes de atenção primária tenham informação atualizada e embasada em evidências para apoiar esse processo.
O filme de lançamento da campanha conta com o depoimento de Ana Laura, que viveu a experiência de ver um filho internado por bronquiolite causada pelo VSR, e com as orientações do médico Drauzio Varella. O vídeo está disponível neste link.
A proteção já existe e está disponível no SUS
A boa notícia é que hoje há duas estratégias seguras e eficazes para prevenir as formas graves da doença:
1. Vacinação da gestante contra o VSR
Aplicada a partir da 28ª semana de gestação, a vacina permite que o bebê já nasça com anticorpos maternos. Os estudos mostram eficácia de 81,8% na prevenção de doença grave por VSR em bebês de até três meses, e de 69,4% em bebês de até seis meses. A vacina não contém vírus vivo e é considerada segura para mãe e bebê, sem aumento comprovado de risco de complicações na gestação. Está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS).
2. Anticorpo monoclonal para o bebê
Para crianças menores de dois anos, o anticorpo monoclonal oferece proteção imediata com duração de pelo menos seis meses. Também disponível no SUS, pode ser indicado de forma complementar à vacinação materna, a depender do perfil de risco da criança.
Num cenário em que a prevenção já está disponível no SUS, divulgar e apoiar iniciativas como essa é parte do compromisso do Conasems com a saúde das crianças brasileiras, porque proteger desde o início é também responsabilidade de todos nós.
Acesse o site da campanha e compartilhe com suas equipes: www.protecaodesdeoinicio.com.br